Clube do Warchalking

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O Clube do Warchalking tem como meta divulgar redes Wireless e aprimorar suas Tecnologias no que diz respeito a "Segurança da Informação".Não apoiamos qualquer tipo de ato que venha a trazer prejuizos de qualquer tipo para usuários de redes como invasão entre outros.O site não é e não pode ser responsável pelas atitudes dos que fazem mau uso do conhecimento aqui adquirido.Venha participar em nosso Forum.

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Última atualização ( Dom, 12 de Outubro de 2008 03:39 )
 
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Diariamente estranhos símbolos estão sendo feitos nas paredes de prédios e calçadas das mais diversas cidades. Mas não se preocupe, estes símbolos não são uma espécie de marcação de territórios de gangues ou outra ameaça parecida.

Quando a comunicação sem fio começou a ganhar espaço na área de transmissões de dados, o IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) resolveu apostar nas pesquisas para a criação de padrões abertos que poderiam tornar a comunicação sem fio uma realidade e, em 1990, o Padrão IEEE 802.11 foi criado. O projeto ficou sem aplicação durante aproximadamente sete anos, pois determinados fatores, como a baixa taxa de transferência de dados, em torno de alguns Kbps na época, não permitiam a implantação prática da tecnologia. Com o passar dos anos, a taxa de transferência aumentou, atingindo vários Mbps, e o padrão IEEE 802.11b, mais conhecido como Wi-Fi, ou simplesmente “rede wireless” (rede sem fio), começou a se popularizar.

O warchalking foi criado pelo web designer Matt Jones que, enquanto almoçava com dois amigos, viu alguns estudantes utilizando conexões wireless para trabalhar a partir de uma praça pública, como se fosse um escritório. Um dos amigos de Matt lembrou-se de uma “linguagem” de sinais utilizada por mendigos e viajantes com o objetivo de informar onde poderiam achar comida grátis, uma cama confortável ou até mesmo encrenca, e surgiu a idéia de demarcar a presença de redes wireless com sinais parecidos.

Quando Matt divulgou pela primeira vez o warchalking em seu weblog, as duzentas visitas diárias que seu site recebia aumentaram para cerca de dez mil. Um dos motivos para o aumento no número de visitas foi o fato do weblog de Matt ter sido divulgado em um famoso site de notícias da época , permitindo que milhares de geeks ao redor do mundo ficassem sabendo da novidade.

Com a popularização do padrão 802.11b, alguns geeks descobriram uma nova “diversão”: o Wardriving. Munidos de um laptop ou PDA com placa de rede wireless e uma antena, eles saem dirigindo (ou pedalando suas bicicletas, o que é conhecido como Warpedaling) pelas ruas das cidades à procura de pontos de acesso. Depois de encontrar estes pontos, eles colocam as idéias do warchalking em ação, riscando com giz os símbolos definidos por Matt.

Apesar de serem produzidas por várias empresas, alguns warchalkers preferem fazer as próprias antenas, ou melhor, cantennas: uma antena direcional feita com latas. Este tipo de antena, geralmente confeccionada com as embalagens das famosas batatas Pringles, serve para intensificar o sinal proveniente de redes wireless e aumentar a probabilidade de “escutar” uma rede sem fio. Fazendo uso do melhor espírito DIY (Do It Yourself)

Uma das perguntas mais freqüentes em relação ao warchalking é: Por que não usar tinta em vez de giz para desenhar as marcas? Se você pensava que a tinta seria mais apropriada por resistir melhor ao tempo e ao clima, os warchalkers têm um bom argumento para você descartar essa idéia: segundo eles, as marcas de giz podem ser facilmente apagadas, o que obriga quem fez a marcação a voltar ao local e rever as condições daquela rede, mantendo assim a marca sempre atualizada.
Com o rápido crescimento, o warchalking começou a incomodar grandes companhias, como é o caso da Nokia, que recentemente classificou os warchalkers como ladrões. Acusações à parte, a prática também começa a ganhar espaço no Brasil com o aparecimento de grupos e websites sobre o assunto, como é o caso do http://www.clubedowarchalking.com.br

Até mesmo distros Linux estão se adaptando à realidade e especializando-se em aplicações para redes wireless, como a WarLinux. A distro é feita especialmente para administradores de redes wireless que queiram testar e verificar as condições de suas redes, mas também pode servir para ajudar no trabalho dos warchalkers.

Existem diversos motivos para se fazer o warchalking:
- Diversão, compartilhamento de pontos de internet livre, curiosidade, aprendizado, etc.O nosso objetivo é analisar como está se desenvolvendo a tecnologia wireless no Brasil, tanto no aspecto qualitativo como quantitativo.

Estes são os símbolos definidos por Matt Jones e usados pelos Warchalkers:

Warchalking

Símbolo que representa um nodo aberto, com acesso livre. Acima do símbolo deve-se indicar o SSID (Service Set Identification), isto é, o nome da rede compartilhada pelos computadores, e, abaixo, indica-se a largura de banda (bandwidth).
Indica que existe um nodo fechado, sem acesso. Deve-se indicar o SSID da rede acima do símbolo.
Indica a existência de um nodo que utiliza a criptografia WEP para acesso. Além do SSID e da largura de banda, você deve também indicar o access contact.

Além dos símbolos tradicionais definidos por Matt, novos sinais estão sendo propostos. Confira :
- Nodo aberto
- Nodo utilizando criptografia WEP
- Nodo invisível (Rede fechada)
- Nodo com controle de acesso via MAC Address
- Nodo de rede wireless paga
- Nodo Fechado

Implicações legais

Os warchalkers alegam ser totalmente legal o uso de ondas disponíveis no ar para conexão à Internet, mesmo sendo estas ondas provenientes de dispositivos pertencentes a terceiros, que investiram recursos em sua estruturação. 
O principail argumento  é a garantia de liberdade de utilização de ondas de rádio presentes no espaço aéreo. Nos Estados Unidos, o órgão responsável pelas comunicações, o Federal Communications Commission - FCC reservou as estações usadas por redes wireless para uso público, e esta falta de regulamentação é utilizada como princípio de legitimidade para a utilização de redes alheias que apresentam algum tipo de abertura na estrutura, assim como na Inglaterra o Wireless Telegraphy Act não prevê uso estritamente comercial das bandas utilizadas em aplicações Wi-Fi.

Desde que não causem dano, os warchalkers acreditam estar atuando dentro da legalidade e moralidade. 

Consideremos Três pontos enquadrando a matéria em território brasileiro:

- Rastreamento, indicação e utilização de redes pertencentes a terceiros. 

O ato de rastrear redes sem fio com utilização de equipamentos e softwares capazes de detectar sua presença e configurações não é verificado como lesivo em si mesmo, apesar de ser o início de uma "possível invasão" pois tal procedimento é amplamente utilizado por especialistas em segurança de redes para teste e verificação de vulnerabilidades. 

Indicar a presença de redes wireless com proteção deficiente pode ou não se caracterizar ilícito, dependendo do grau e intenção. Em casos de configuração danosa em decorrência de invasão de redes de comunicação, o apontador da brecha pode ser caracterizado como co-autor do delito.

O que diz a Lei

O art. 155, § 3º do Código Penal, que define o chamado furto de sinal, o art. 151, que dispõe sobre violação de correspondência, principalmente em seus incisos II e IV, e também os arts. 186 e 927 do Novo Código Civil, que genericamente indicam a necessidade de ressarcimento em casos de danos a terceiros.

Damos destaque a previsão específica do enquadramento das conseqüências do wardriving e warchalking no Projeto de Lei nº 84, de 1999, aprovado em Plenário da Câmara recentemente, que dá nova redação ao Código Penal Brasileiro. 
No que tange a matéria aqui visitada, o Projeto adita o ordenamento penalista acrescendo a Seção V no Capítulo VI, Título I, ficando assim:

"Seção V - Dos Crimes contra a inviolabilidade de sistemas informatizados

Acesso indevido a meio eletrônico

Art. 154- A . Acessar, indevidamente ou sem autorização, meio eletrônico ou sistema informatizado: 

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa."

Como aplicar praticamente uma sanção legal em casos de invasão de redes wireless mediante wardriving e warchalking? 
É difícil o enquadramento legal de um indivíduo posicionado no meio de uma praça pública, utilizando um dispositivo sem fio e conectado à Internet mediante uso de rede alheia. A temporariedade da prática e sua dinâmica dificultam a aplicação de qualquer punição, já que a ação delituosa não é de fácil constatação.

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Última atualização ( Sáb, 01 de Novembro de 2008 23:10 )
 



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